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Palestinianos vão formar novo governo para recuperar confiança internacional

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Palestinianos vão formar novo governo para recuperar confiança internacional

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Israel está pronta a libertar, sob fiança, 21 altos dignitários do governo do Hamas, entre os quais o presidente do Parlamento palestiniano, detidos pelo exército israelita na Faixa de Gaza em finais de Junho. A decisão foi anunciada hoje por um juíz militar israelita e poderá ser pronunciada na quinta-feira, na ausência de um pedido de recurso. A libertação dos responsáveis, acusados por Israel de terrorismo, é vista como um gesto de boa-vontade em resposta ao acordo entre o governo do Hamas e o presidente palestiniano para formar um executivo de união nacional. Na sequência da reunião de ontem entre Ismael Hanyieh e Mahmoud Abbas, o actual governo poderá ser dissolvido nas próximas 48 horas.

O novo executivo, que deverá ser formado por elementos do partido Fatah e do Hamas, terá assim hipóteses de recuperar a confiança da comunidade internacional, que desde a eleição do movimento islamista, bloqueou as ajudas económicas ao território. Segundo os analistas citados pelo jornal israelita “Haaretz”, no novo executivo o Hamas deverá abdicar das pastas das Finanças e dos Negócios Estrangeiros em favor do Fatah, mantendo no entanto o controlo sobre as pastas da Educação, Saúde e Interior.

Optimista, a União Europeia prefere esperar para ver, como o afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos, de visita a Gaza: “Temos agora que esperar os próximos desenvolvimentos deste acordo, nomeadamente a constituição e programa do novo governo. A Espanha e a União Europeia vai estudar na próxima reunião de dia 15 de Setembro as consequências e elementos deste acordo”.

Paralelamente, Israel prepara uma nova ofensiva diplomática para forçar o novo governo palestiniano a cumprir 3 requisitos basicos: o reconhecimento do Estado de Israel, a renúncia à violencia armada e o respeito pelos acordos assinados no passado com a autoridade palestiniana. A vice-primeira-ministra israelita, Tzipi Livni, deverá viajar dentro de dias a Washington no sentido de evitar que o reconhecimento internacional do próximo executivo palestiniano ignore o cumprimento destes três resquisitos.