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Apesar dos pedidos, nenhum membro da NATO oferece reforço de tropas para o Afeganistão

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Apesar dos pedidos, nenhum membro da NATO oferece reforço de tropas para o Afeganistão

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Nem um único país ofereceu reforço militar no Afeganistão no âmbito da missão da NATO. Até agora, apenas o chefe de governo britânico apoia a ideia de mais tropas no território. Na reunião desta quarta-feira em Bruxelas na sede da organização foi debatido o pedido feito pela embaixadora norte-americana na NATO para o reforço dos militares na zona. As declarações surgem na sequência de uma advertência do presidente paquistanês no parlamento europeu. Musharraf disse terça-feira que a ameaça Talibã é pior que a Al-Qaida e que Ossama bin Laden.

A embaixadora dos Estados Unidos na NATO considera ser prioritário enviar mais tropas para o território para conseguir uma vitória decisiva este outono. Quando a guerra terminou em 2001, foram traçados três objectivos: paz, democracia e reconstrução. Nenhum dos três foi alcançado. A secretária de Estado norte-americana, em visita ao Canadá, considerou que se se deixar os taliban dominarem uma determinada região, mais tarde ou mais cedo vai haver um preço a pagar. Assume que há sacrifício por parte das tropas e dos países envolvidos e que nem sempre as coisas correm conforme o desejado.

O Canadá assume actualmente o comando da força internacional, tem 2 mil e 200 homens estacionados em todo o país e já perdeu pelo menos 20 soldados. O último atentado em Cabul, a 8 de Setembro, é apenas um entre muitos. Vários analistas comparam já a situação no território com a instabilidade no Iraque, com ataques terroristas todos os dias. Segundo as contas da NATO, seriam necessários mais 2 mil a 2 mil e 500 homens no terreno. As principais forças como a Turquia, a Espanha, a Itália e a França já disseram que não podiam enviar mais reforços pois têm contingentes noutras missões.

Portugal ainda não se manifestou, mas tem neste momento 104 militares no Afeganistão, menos 50 do que a missão anterior rendida no princípio deste mês.