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Causas múltiplas para a descida do petróleo

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Causas múltiplas para a descida do petróleo

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Apesar de uma ligeira subida, os preços do petróleo mantêm-se perto do seu nível mais baixo dos últimos quase seis meses. São várias as causas desta descida. No seu relatório anual, a Agência Internacional de Energia faz uma revisão em baixa do crescimento da procura no sector energético, depois de uma estimativa de menos 100 mil barris produzidos o mês passado. Em Londres o Barril de Brent atingiu o valor mais baixo desde o final de Março cotando-se a 63, 66 dólares o equivalente a uma perda de 20 por cento depois do recorde de 78,64 dólares registado a 7 de Agosto. Por detrás desta oscilação estão questões geopolíticas, a começar pela decisão da OPEP, que em Viena decidiu manter a produção de petróleo nos actuais 28 milhões de barris por dia.

O baixar de tom no diferendo nuclear entre o Irão e a comunidade internacional, depois de Ahmadinejad ter concordado suspender o enriquecimento de urânio tambem foi preponderante. Segundo os analistas, este conjunto de circunstâncias contribuiram para dissipar os principais riscos que originaram a subida em flecha do preço do Crude este Verão. Para diminuir ainda mais esses riscos registe-se o facto de, até ao momento, e ao contrário do ano passado, nenhuma catástrofe natural ter ameaçado as infra-estruturas petrolíferas do golfo do México, onde são produzidos 25 por cento do petróleo bruto americano.

Os investidores permanecem menos prudentes face aos riscos de novo corte na produção na Nigéria, onde foi anunciada uma greve dos trabalhadores do sector.