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Rebeldes curdos negam envolvimento no último atentado na Turquia

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Rebeldes curdos negam envolvimento no último atentado na Turquia

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Os separatistas curdos do partido dos trabalhadores do Curdistão (PKK) negaram qualquer responsabilidade no atentado terrorista que matou na noite passada 11 pessoas na Turquia. O ataque mais mortífero desde o início do ano aconteceu em Diyarbakir, uma cidade de maioria curda. A autoria da explosão prematura ainda não foi reivindicada, mas as autoridades suspeitaram imediatamente do PKK. No entanto, os rebeldes condenaram o rebentamento, e empurraram a responsabilidade para “elementos do estado turco”, alegadamente “interessados em sabotar o processo de paz”. O conflito curdo na Turquia desencadeado pelos rebeldes separatistas já dura desde 1984.

Das dez vítimas da explosão de uma bomba de fabrico artesanal, sete eram crianças. A ocorrência deu-se em pleno centro de Diyarbakir – a principal cidade do sudeste da Anatólia – um bastião dos curdos. Numa altura essencialmente tensa para o governo, o primeiro-ministro, Tayyip Erdogan, falou da “grande dor” da nação “pelas vítimas”, sobretudo porque se trata de crianças. O executivo tem sido vivamente criticado pela incapacidade de dar resposta aos atentados de que a Turquia tem sido alvo ultimamente.

Esta explosão foi a mais recente de uma série de ataques em cidades e resorts turísticos. A imprensa sublinha hoje que o incidente ocorreu depois de grupos políticos curdos e vários intelectuais do país terem feito um apelo para que o PKK abandone a luta armada.