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Sindicalistas apupam Blair

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Sindicalistas apupam Blair

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A esquerda britânica está cada vez mais distante de Tony Blair. Depois de elementos do partido trabalhista terem exigido na semana passada que abandonasse o governo, esta terça-feira foi a vez dos dirigentes sindicais darem mostras do seu descontentamento. Durante o congresso anual dos sindicatos britânicos, que são os principais financiadores do Labour, o primeiro-ministro foi vaiado por alguns participantes. Impassível, Blair lamentou que a grande quantidade de jornalistas presentes “estivesse mais interessada em cobrir os protestos” do que escutar as suas propostas.

O dirigente do executivo está sobre pressão e a sua popularidade encontra-se em queda acentuada. O dirigente sindical Tony Woodley explica que a principal razão destes protestos se prende com o facto das eleições no País de Gales e na Escócia estarem “ao virar da esquina” e que se os trabalhistas querem ter uma pequena hipótese de manterem as maorias nas duas assembleias o primeiro-ministro tem de resolver a presente situação, o mais tardar, até Março.

A revolta nas hostes trabalhistas levou Tony Blair a anunciar na passada quinta-feira a intenção de abandonar o governo nos próximos doze meses.