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Frontex em acção

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A Frontex está em acção. Nesta segunda missão da Agência Europeia de Controlo das Fronteiras, um avião italiano vigia a costa do Senegal. O principal objectivo é detectar e interceptar barcos com imigrantes clandestinos a bordo, que rumam, na sua maioria, às Canárias. Mas a Frontex queixa-se da falta de meios e do reduzido orçamento: quatro milhões de euros para a operação Canárias, por exemplo. Desde o início do ano, já chegaram a estas ilhas espanholas mais de 23 mil imigrantes – cinco vezes mais do que todo o ano passado. Só no passado dia 11 de Agosto é que as patrulhas de controlo da Frontex começaram as operações. No mar, Pasquale Golizia, um dos responsáveis da operação marítima, explica: “A nossa missão é reportar a presença dos chamados ‘cayucos’ ao centro de controlo do Frontex das Canárias, em Tenerife, para que possam organizar-se com as autoridades senegalesas, que parem os barcos e os mandem para trás quando ainda não saíram das suas águas territoriais.”

Segundo informou o governo do Senegal, a Espanha vai repatriar um milhar de imigrantes senegaleses. Para já, os primeiros voos com partida prevista de Fuerteventura foram anulados, a pedido de Dakar, que alegou “razões técnicas”. A imigração vai ser o tema quente da próxima Cimeira Europeia, agendada para 20 de Outubro. Os chefes de Estado e de governo dos Vinte e Cinco vão discutir, uma vez mais, as melhores formas de impedir o afluxo em massa de clandestinos.