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Mundo muçulmano indigna-se com declarações de Bento XVI

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Mundo muçulmano indigna-se com declarações de Bento XVI

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O mundo muçulmano está indignado com as declarações do Papa Bento XVI sobre o Islão. Nas ruas de Varanasi, no Norte da Índia, a efígie do Sumo Pontífice foi queimada e os protestos foram sentidos também em outras cidades da Caxemira Indiana. No Paquistão, o parlamento aprovou por unanimidade uma moção condenando as declarações de Bento XVI e exigiu que o Papa se retractasse no interesse da harmonia inter-religiosa. Em Gaza, a indignação subiu um tom e houve mesmo um ataque à granada contra uma igreja ortodoxa grega. O primeiro-ministro Ismail Haniyeh expressou em nome do povo palestiniano a condenação pelas declarações do Papa a propósito do Islão, enquanto religião, lei, história e norma de vida.

Os pedidos de esclarecimento surgem de todos os países muçulmanos, que querem ver Bento XVI a desculpar-se pessoalmente e não por intermédio dos serviços oficiais do Vaticano. O líder xiita libanês Mohammed Hussein Fadlallah disse querer “levantar a questão, não para ter problemas com os cristãos, mas para que se saiba como fala o líder de todos os católicos do mundo, que revela não compreender o Islão”. No principal dia de culto semanal, as críticas dos religiosos ecoaram entre os fiéis.

No Irão, as declarações de Bento XVI foram taxadas de vergonhosas e a Assembleia de Sábios previu que os muçulmanos em todo o mundo vão reagir de forma apropriada à ofensa. No Líbano, a imprensa fez eco da posição dos religiosos e exigiu um pedido de desculpas de Bento XVI.