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Oriana Fallaci desaparece em Florença aos 77 anos

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Oriana Fallaci desaparece em Florença aos 77 anos

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O mundo vai ficar menos controverso sem Oriana Fallaci. Fundamentalista para uns, uma referência literária para outros, a jornalista e escritora italiana morreu esta madrugada num hospital de Florença, depois de anos a sofrer de um cancro. A partir dos atentados de 11 de Setembro, e mesmo apesar de na altura estar menos activa devido a problemas de saúde, Fallaci assmiu publicamente uma posição radical contra os fundamentalismos islâmicos. Gaetano Pedulla, director do jornal o “Il Tempo”, diz que o Papa adverte para o perigo dos fundamentalismos. E foi esse perigo que Fallaci previu antes de todos, sublinhando não as diferenças de civilizações mas antes a necessidade de promover o diálogo entre as comunidades. Foi a batalha que travou em particular depois dos atentados de Nova Iorque.

“A Raiva e o Orgulho”, publicado em 2002, surgiu no rescaldo dos ataques às Torres Gémeas e pode considerar-se como o espelho da posição radical que assumiu contra os fundamentalismos islâmicos. Oriana Fallaci começou a carreira de jornalista aos 17 anos e até morrer fez um pouco de tudo na área da comunicação. Foi repórter de guerra, correspondente internacional, recebeu vários prémios, principalmente com os livros que publicou. Grande parte das obras foram traduzidas em mais de 20 línguas. No anos 70 era considerada como uma activista de esquerda. No ano passado foi recebida pela Papa. A mulher que marcou a história mundial dizia que a morte não lhe metia medo. Desapareceu esta madrugada. Tinha 77 anos.