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Papa esclarece que "respeita o islão, mas condena a violência"; Líderes muçulmanos exigem um pedido de desculpas


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Papa esclarece que "respeita o islão, mas condena a violência"; Líderes muçulmanos exigem um pedido de desculpas

Os líderes muçulmanos reagiram mal às últimas declarações do Papa Bento XVI sobre o Islão e exigem um pedido de desculpas do Sumo Pontífice. As declarações foram proferidas num discurso na Universidade de Regensburg, na Baviera. O Papa falou do profeta Maomé e há três dias disse: “Mostrem-me o que Maomé trouxe de novo e vão encontrar coisas diabólicas e inumanas, como a ordem para espalhar a fé através da espada”

E perante as críticas, o porta voz do Vaticano explicou depois que o Papa rejeita as motivações religiosas da violência, respeita o Islão e procura o diálogo com outras religiões e culturas. Um responsável pelo centro islâmico alemão, Aiman Mazyek, não se mostra muito convencido: “Tendo em conta o passado das cruzadas sangrentas no mundo muçulmano, e a expulsão de muçulmanos e judeus em Espanha, e mesmo a integração das igrejas no regime nazi, encaro as palavras do Papa com preocupação pois apontam o dedo às comunidades religiosas no que diz respeito à violência e ao extremismo”.

As críticas e o mal estar provocado pelas declarações de Papa vieram um pouco de todo o mundo muçulmano, em especial do Koweit, do Paquistão e da Turquia. Aqui, o director do departamento de assuntos religiosos, ligado ao governo de Erdogan, já veio dizer que “não há qualquer interesse em receber o Sumo Pontífice a 28 de Novembro” como está previsto.

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