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Suécia hesita entre a esquerda no poder e a coligação de centro-direita

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Suécia hesita entre a esquerda no poder e a coligação de centro-direita

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Quem irá chefiar o governo sueco nos próximos quatro anos? A questão só terá resposta a partir de domingo. O social-democrata Goran Persson, primeiro-ministro nos últimos dez anos, esgrimiu todos os argumentos até ao final do derradeiro debate, ontem à noite, e as legislativas prevêem-se renhidas.

Os sociais-democratas que governaram a Suécia, sozinhos ou aliados, 65 dos 74 anos, correm o risco de perder para os rivais de centro-direita. Persson já votou ontem, tal como é permitido desde o dia 30 de Agosto. O actual chefe de governo apresenta aos eleitores o bom desempenho da economia sueca, mas o seu discurso embate nas propostas de centro-direita. A aliança chefiada por Fredrik Reinfeldt centrou-se em temas como o emprego e a reforma do Estado Providência com a redução dos impostos para os que ganham menos e o corte nos subsídios, dos quais depende um milhão de pessoas.

Mas na corrida eleitoral há quem tenha poucas hipóteses de obter o mínimo de quatro por cento dos votos para entrar no parlamento. Mesmo assim, a actriz americana Jane Fonda apelou ao voto no partido Iniciativa Feminista, que denuncia as desigualdades entre sexos que permanecem na sociedade sueca, apesar da reputação de que goza. A votação decorre desde dia 30 de Agosto, mas a maioria dos sete milhões de eleitores vota só este domingo.