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Estado de alerta no Vaticano que se vê incapaz de acalmar muçulmanos furiosos com o Papa

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Estado de alerta no Vaticano que se vê incapaz de acalmar muçulmanos furiosos com o Papa

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É em estado de alerta máximo que o Vaticano se prepara para a oração do Angelus deste domingo, após a ameaça proferida por um grupo iraquiano face as polémicas palavras do Papa Bento XVI sobre o Islão. O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, afirma que “o Sumo Pontífice lamenta o que está a acontecer, porque não era sua intenção ofender”.

O Papa enfrenta a maior crise dos 17 meses de Pontificado e o assunto deverá ser abordado hoje no Angelus. Já ontem, o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Bertone, emitiu um comunicado onde se podia ler que Bento XVI “está profundamente desolado que certas passagens do seu discurso tenham ofendido”, pois a sua intenção era rejeitar toda a motivação religiosa da violência.

A comunidade muçulmana de todo o Mundo exige que as desculpas sejam feitas pessoalmente pelo líder da Igreja Católica. As reacções não faltam e muitas são violentas. Para além das ameaças de ataques do grupo iraquiano, há pelo menos cinco igrejas atacadas nos territórios palestinianos e as manifestações multiplicam-se.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, considera as palavras do papa infelizes. Interrogado sobre a anulação da visita papal à Turquia em Novembro disse não saber. O incidente levou Marrocos a retirar o seu embaixador na Santa Sé e o Iémen ameaça cortar relações com o Vaticano.