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Ascenção de extrema-direita em eleições regionais suscita reacções

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Ascenção de extrema-direita em eleições regionais suscita reacções

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Naquela que é considerada a região mais pobre da Alemanha, a extrema-direita está em ascensão e na capital, Berlim, a CDU (União Democrata Cristã) de Angela Merkel tem a popularidade em queda. O NPD, o Partido Nacional Democrático, de Udd Pastors, de tendência neonazi conquistou 7,3% dos votos nas eleições regionais deste domingo, na região de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, o “land” mais afectado pelo desemprego na Alemanha.

Apesar de tudo, o SPD e os ex-comunistas do PDS foram as forças políticas mais votadas e deverão voltar a formar governo. Com este resultado do NPD, passam a existir quatro parlamentos regionais com representantes de extrema-direita. Na Saxónia, o NPD também tem mandatos, daí que o primeiro-ministro daquela região, Georg Milbradt, reaja à ascensão dos radicais de direita noutro “land” ao dizer que é preciso colocar o programa governamental em acção, para reconquistar o eleitorado.

Em Berlim, a outra região onde também se realizaram eleições, não existe extrema-direita, mas os resultados são decepcionantes para o governo federal de Angela Merkel. A CDU obteve o pior resultado do pós-guerra com apenas 21%. Klaus Wowereit, do SPD (Partido Social Democrata) deverá regressar à chefia do governo regional, pois alcançou 31%.

O presidente dos social-democratas, Kurt Beck, está satisfeito. Refere que o SPD travou um combate eleitoral numa posição desfavorável e que conseguiu o mandato do povo para formar governo. Os dois escrutínios não mudaram muito a situação política regional na Alemanha, mas servem de indicador para o governo central, liderado por Angela Merkel. A ascensão de radicais de direita num “land” e do SPD, o grande rival da CDU em Berlim, não se traduz num cenário tranquilizador.