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Continua a ira muçulmana contra o Vaticano

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Continua a ira muçulmana contra o Vaticano

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As palavras de desculpas de Bento XVI não conseguem aplacar a ira dos países muçulmanos. Em Bassorah, no Iraque, as reacções às declarações do Papa proferidas na passada terça-feira na Alemanha, são ainda intempestiva. O líder da Igreja Católica que associou Islão e violência é visto a partir de agora como um inimigo ao lado de Israel e dos Estados Unidos cujas bandeiras foram queimadas. O chefe da União Mundial dos Ulemas exortou os féis da expresarem a sua ira no início do Ramadão. O Guia Supremo iranaiano, Ayatollah Khamenei diz que as palavras do Papa vão tornar ainda mais dificeis e desconfiadas as relações entre cristãos e muçulmanos e acrescanta que são o “último elo” de uma cruzada norte-americano-sionista contra o Islão.

Questionado em Bruxelas sobre esta crise o porta-voz da União Europeia Jhoannes Laintenberg considerou as reacções dos muçulamanos “desproporcionadas que negam o direito à liberdade de expressão e isso é inaceitável.” Bento XVI afirmou domingo que está “vivamente entristecido” pelas reacções suscitadas pelas suas declarações sobre o Islão. O Papa, que se exprimia pela primeira vez publicamente sobre esta controvérsia, a mais grave desde o início do pontificado a 19 de Abril de 2005, não apresentou, no entanto, desculpas formais, como tinha sido reclamado pelo mundo muçulmano.