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Bruxelas lança críticas a Moscovo

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Bruxelas lança críticas a Moscovo

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Moscovo aumentou as pressões sobre a Royal Dutch Shell, e sobre duas empresas Japonesas, alegando o incumprimento de regras ecológicas por parte das companhias estrangeiras na elaboração do projecto de exploração de gás e petróleo Shakalin 2.

A Rússia cancelou mesmo as licenças de exploração atribuidas ao grupo. A Comissão Europeia reagiu através de uma declaração lida por um porta-voz: “O Comissário Piebalgs declarou: Eu levo este anúncio muito a sério. Para garantir que as companhias estejam dispostas a investir em projectos energéticos de milhões de euros, é necessário existir um clima de investimento previsível e seguro, na Rússia, na União Europeia, ou em qualquer outro país. Sem isso, o investimento em novos projectos de energia serão altamente problemáticos, trazendo a incerteza para o futuro do abastecimento energético mundial”.

A exploração do projecto Shakalin 2 foi concedida à Shell, que com 55 por cento detém a maior fatia do negócio, tendo a outra metade sido concedida aos parceiros japoneses Mitsui e Mitsubishi. O projecto inclui reservas de petróleo avaliadas em mil milhões de barris e 500 mil milhões de metros cúbicos de gás.

A oposição de Moscovo à realização do negócio levou os analistas a suspeitar que a rússia quer pressionar as empresas estrangeiras a abdicar de acordos negociados numa altura em que os preços do petróleo no mercado mundial eram muito mais baixos. As acções da Shelll caíram 1.7 por cento desde o anúncio da recusa russa. O Projecto Shakalin 2, na costa do pacífico, e cuja conclusão estava prevista para 2008, tem um custo estimado em 15, 8 mil milhões de euros.