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PM húngaro diz que não se demite e quer repor a ordem

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PM húngaro diz que não se demite e quer repor a ordem

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O chefe do executivo húngaro, Ferenc Gyurcsany, decidiu manter-se no poder para levar a cabo as suas reformas económicas, apesar dos protestos da noite passada, que descreveu como a “mais longa” e “negra” desde o fim do comunismo.

“Estou totalmente empenhado a cumprir o meu programa. Eu sei que as reformas fiscais são muito difíceis para as pessoas, mas este é o único caminho para a Hungria. Estou a lutar pelo meu programa e o meu partido está por trás do governo e deu-me total apoio na noite passada, o que é fantástico. Só porque duas ou três mil pessoas não compreendem o que podem ou não podem fazer, esse não é um motivo suficiente para virar o país de pernas para o ar. Estou certo que a polícia húngara está preparada para lidar com esta situação e restabelecer a ordem.”

O dirigente socialista acrescentou que a liberdade de expressão não implica violência e exortou à oposição para controlar os activistas. Desta forma aludiu aos grupos de direita e extrema-direita que tentaram ontem ocupar o edifício da televisão nacional em Budapeste. Os manifestantes chegaram mesmo a incendiar carros estacionados nas proximidades do edifício. Os violentos protestos foram desencadeados por uma gravação áudio, tornada pública no Domingo, na qual se ouve o primeiro-ministro a assumir que o seu governo só fez “asneiras” e a reconhecer que mentiu para ganhar as eleições.