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Protestos a exigir demissão de PM húngaro degeneram em violência

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Protestos a exigir demissão de PM húngaro degeneram em violência

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Uma noite de violentos protestos em Budapeste para exigir a demissão do primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyursány. Centenas de manifestantes, uma parte dos quais pertencentes a partidos de extrema-direita, reuniram-se junto à sede da televisão nacional com a intenção de ler em directo uma petição. Cerca de cem pessoas conseguiram entrar no edíficio, que terá sido parcialmente incendiado.

Os manifestantes envolveram-se em confrontos com as autoridades, que recorreram a canhões de água e gás lacrimogéneo. Pelo menos 50 pessoas ficaram feridas. São as primeiras cenas de violência urbana desde a queda do comunismo na Hungria, no final dos anos 80.

Há dois dias que milhares de manifestantes exigem a demissão de Gyursány, depois de ter sido tornada pública no Domingo uma gravação onde o chefe do executivo admite ter mentido para vencer as legislativas de Abril. A intervenção foi registada em Maio num encontro do Partido Socialista, no poder.

Milhares de pessoas reuniram-se também em protesto junto ao Parlamento. O Fidesz, principal partido da oposição, vai boicotar a sessão parlamentar desta terça-feira. Os deputados socialistas apoiam unanimamente o primeiro-ministro, mas o presidente húngaro diz que Gyursány criou uma “crise moral”.

O governante enfrenta agora o maior desafio desde que chegou ao poder em 2004. Na gravação revelada este fim-de-semana, Gyursány admite ter manipulado os dados sobre a economia do país na altura das eleições que o reconduziram no cargo.