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Regularização excepcional contempla 6.924 ilegais

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Regularização excepcional contempla 6.924 ilegais

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A luta contra a imigração ilegal em França passa pelo endurecimento dos processos de regularização dos clandestinos. Mas este Verão, o ministro do Interior e principal candidato conservador às presidenciais do próximo ano, abriu uma excepção. Nicolas Sarkozy permitiu que fossem analisados os dossiers dos clandestinos que tivessem filhos escolarizados. Foram efectuados cerca de 30.000 pedidos e ontem o ministro do Interior revelou terem sido efectuadas 6.924 regularizações. Há três meses Sarkozy, apoiando-se em estimativas, apontou para um número a rondar os seis milhares. Além da escolarização das crianças, os candidatos deveriam preencher várias condições que demonstrassem uma real vontade de integração na sociedade francesa.

Para os activistas em prol da regularização maciça dos clandestinos aconteceu o que já estavam à espera: apenas vinte por cento dos imigrantes ilegais viram os seus pedidos satisfeitos. Como consequência os restantes vão regressar à clandestinidade e viver situações precárias que, no fundo, só vão gerar raiva entre os excluídos.

O ministério do Interior calcula que o número de imigrantes ilegais em França ronda os 200 a 400 mil. Os activistas acreditam que o número real é bastante superior.