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Hungria prepara-se para nova noite de confrontos

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Hungria prepara-se para nova noite de confrontos

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A Hungria deverá viver hoje a terceira noite consecutiva de confrontos violentos entre polícia e manifestantes. Esta manhã, dezenas de pessoas acampavam em frente ao Parlamento, com intenção de pernoitar. Muitos insistem que vão permanecer até à demissão do primeiro-ministro, Ferenc Gyurcsany.

Depois dos motins na capital e de demonstrações em massa por todo o país, causados pela publicitação de uma gravação áudio na qual Gyurcsany admitia ter mentido sobre a economia do país, o chefe do executivo voltou a repetir que se vai manter no poder. Durante um conselho de ministros decretou tolerância zero face a qualquer demonstração de violência e acrescentou que não terá “nenhuma paciência” com os manifestantes que pedem a sua demissão através de motins.

Ontem milhares de pessoas desfilaram pacificamente em Budapeste, mas grupos de radicais separaram-se e começaram a causar destruição. Foram lançados projécteis contra a polícia, incendiadas viaturas e caixotes do lixo pela cidade. Os agentes voltaram a usar gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar a multidão.

Mais de meia centena de pessoas ficaram feridas na noite de ontem e cerca de 100 foram detidas. São as manifestações mais violentas na Hungria, desde o fim do comunismo.