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ETA exige independência do País Basco para largar as armas

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ETA exige independência do País Basco para largar as armas

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Seis meses depois do anúncio da trégua, a ETA volta a impôr exigências para o abandono da luta armada. Desta vez o comunicado não foi publicado directamente no jornal Gara, foi lido na noite de sábado, durante a festa de homenagem aos soldados bascos mortos em todos os confrontos do passado.

Três homens encapuçados surgiram no palco onde se realizavam os discursos e, em nome da organização, um deles leu o documento que afirmava: “Até alcançarmos a independência e o socialismo no País Basco , reafirmamos o nosso compromisso de seguir empunhando as armas”. No mesmo comunicado, foi dito que, “apesar da decisão de conservar as armas, a ETA não renuncia ao cessar-fogo nem às negociações com o governo espanhol”.

Um representante do Batasuna, o ilegalizado braço-politico da ETA, afirmava este domingo: “Comprometemo-nos a desbloquear e a tirar da crise a situação política, mas voltamos a sublinhar que não podemos fazê-lo sozinhos, é preciso uma atitude construtiva e de responsabilidade do conjunto das forças políticas e especialmente do governo do Partido Socialista”.

A ETA faz pressão pela chantagem. Esta manhã, em Barcelona, o presidente do governo, José Luis Rodriguez Zapatero, respondeu que “as regras são e estão claras: legalidade e paz, mas a paz significa ausência de violência, de todo o tipo de violência”.

O primeiro-ministro condenava assim os diversos actos de violência que foram registados nas últimas noites em algumas localidades do País Basco. Pequenos incêndios, cocktails molotov, destruição de veículos, actos atribuídos aos jovens radicais bascos, próximas da ETA.

O processo de paz passa por um impasse, Zapatero tinha prometido o início das conversações entre representantes do governo e da ETA durante o Verão, mas a intenção de Madrid foi adiada sem explicações. O jornal ABC, que diz citar fontes absolutamente fiáveis, afirma que o processo de paz poderá estar em causa se não houver avanços até 15 de Outubro.