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Suíços preparam-se para aprovar legislação que trava imigração e direito de asilo político

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Suíços preparam-se para aprovar legislação que trava imigração e direito de asilo político

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Os suíços devem aprovar este domingo e em definitivo leis mais restritivas para a imigração e direito de asilo politico. E nem as críticas internacionais parecem querer demover a maioria dos sete milhões e meio de eleitores de dizerem sim a uma série de normas que dificultam cada vez mais a permanência de estrangeiros no país. Nesta altura, mais há mais de 20 por cento de cidadãos originários de outros paises com residência na Suiça.

O pai da nova lei da imigração, Christopher Blocher, explica que “a maioria dos imigrantes nem sequer mostra os papeis de identificação às autoridades quando chega ao territorio”. Segundo as últimas sondagens, as duas leis devem ser aprovadas pelos suíços com cerca de 60 por cento dos votos. Ruth Dreifuss, antiga ministra e líder da comissão que não quer alterações na legislação considera que “as novas leis vão também permitir abusos e muitas pessoas em condições crueis vão ser obrigadas a regressar”.

O relator das Nações Unidas para o racismo veio dizer em público que “a Suíça instrumentaliza o racismo através da política”. O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados não compreende como é que nem sequer uma carta de conduzir é aceite como documento de identificação.

Além disso, muitos dos requerentes dos pedidos de asilo não têm qualquer possibilidade de obter documentos antes de fugirem dos seus países. O autor das novas leis, Christopher Blocher, que é também ministro da Justiça e da Polícia, diz que a ideia é “tornar a Suíça menos atractiva”. A nova lei de direito de asilo suprime a assistência social a favor dos requerentes, substituindo-a por uma “ajuda de urgência” de 600 euros por mês.