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Tony Blair despede-se hoje dos trabalhistas

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Tony Blair despede-se hoje dos trabalhistas

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Acelera-se a contagem decrescente para a saída de cena de Tony Blair. O primeiro-ministro britânico, que prometera abandonar o cargo o mais tardar até Setembro de 2007, vai proferir esta tarde em Manchester o último discurso enquanto presidente do partido trabalhista. Uma despedida marcada desde ontem à noite pelo discurso do ministro das finanças Gordon Brown, que pela primeira vez se apresentou como o candidato à sucessão de Blair.

Frente ao congresso do partido trabalhista, Brown, afirmou ser o único capaz de reunificar o partido após a saída de Blair e de enfrentar os conservadores nas eleições de 2009: “Estou confiante de que a minha experiência e valores dar-me-ão a força necessária para tomar decisões difíceis e rejubilarei com o facto de poder enfrentar nas urnas David Cameron e o partido conservador”.

Em pose de chefe de governo e durante 37 minutos Brown falou de economia, saúde, luta contra o terrorismo, imigração, aquecimento global, mas sem nunca tocar no tema da Europa. Lamentando os desentendimentos do passado, Brown não poupou elogios a Blair. Um discurso que deveria ser de reconciliação não fossem as pretensas declarações da esposa de Blair a ensombrar a passagem de testemunho.

Segundo algumas agências de notícias, durante o discurso de Brown, Cherie Blair teria afirmado serem mentiras os elogios do ministro das finanças ao seu marido e primeiro-ministro. Alegações prontamente negadas por Cherie mas que deixam entrever as divisões que persistem entre trabalhistas e que poderão marcar as próximas eleições. Segundo as sondagens Brown é ultrapassado em popularidade pelo seu rival, o conservador David Cameron.