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Despedida de Blair reunifica trabalhistas

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Despedida de Blair reunifica trabalhistas

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Tony Blair foi de novo aclamado pelo seu partido, à hora de se despedir. Depois de semanas de divisões internas e apelos à demissão do primeiro-ministro, o congresso dos trabalhistas em Manchester celebrou em uníssono o legado de Blair, que deverá abandonar a chefia do partido e do governo até Setembro de 2007. Ontem foi o próprio que não se poupou elogios, afirmando que, “é difícil partir, mas é correcto partir”, sem no entanto avançar uma data para a saída de cena nem se pronunciar sobre o seu sucessor.

Durante 57 minutos de discurso, Blair passou em revista 13 anos de militância à cabeça dos trabalhistas e nove de vitórias contra os conservadores. Uma autobiografia em tom nostálgico para concluir que dez anos depois da sua chegada ao governo, o New Labour terá que cerrar fileiras e actualizar a sua filosofia para enfrentar novos desafios, da globalização ao crime organizado, das mudanças climatéricas ao terrorismo.

Resignado, reconheceu que nenhum governo é popular ao terceiro mandato e que por vezes, “foi difícil ser o principal aliado dos Estados Unidos da América”.

Relativamente a Gordon Brown, eventual sucessor, elogiou um “homem notável” sem o qual, afirmou, “não seria possível vencer três eleições consecutivas”.

Um homem que no entanto e segundo as sondagens, poderá pôr em causa o objectivo enunciado por Blair de vencer os conservadores nas eleições de 2009.

Alan Johnson um dos ministros sem pasta que se demitiu há semanas para forçar a saída de Blair, afirma que, “é hora de debater as políticas do partido e não de falar do futuro líder”.

Na frente anti-Blair no interior do Labour há muitos que mais do que um sucessor esperam um renovador, que possa fazer com que o partido regresse à ideologia socialista esbatida pela terceira via de Blair e Brown.