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PSA elimina 10.000 empregos na Europa

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PSA elimina 10.000 empregos na Europa

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A PSA Peugeot-Citroen vai eliminar 10.000 postos de trabalho na Europa, durante o próximo ano. O grupo automóvel francês quer combater a crise causada por vendas em queda no Velho Continente. A fatia de mercado da Peugeot e da Citroen é agora pouco superior a 13%, nos mercados da Europa Ocidental. No que toca à Peugeot, o grupo está com dificuldades em afirmar o modelo 1007.

Este corte drástico no pessoal é uma das últimas medidas do actual presidente executivo, Jean-Martin Folz, que vai deixar o grupo no próximo ano. Além da redução dos efectivos, que vai afectar sobretudo os trabalhadores de França e Espanha, a PSA vai também congelar as novas contratações e reduzir o investimento em 20%, ou seja, 500 milhões de euros por ano. O grupo vai também suspender a abertura prevista de uma fábrica na Eslováquia.

A redução conta já com o fecho da fábrica de Ryton, no Reino Unido, que vai ser feito progressivamente. “As pessoas estão preocupadas, têm medo das repercussões, nomeadamente ao nível do investimento, ao nível das regalias e do congelamento das contratações. Havia muita gente com contrato a prazo que tinha esperanças de entrar para o quadro”, diz o sindicalista Jean Pierre Kerling.

Ao mesmo tempo que perde força na Europa, a PSA investe mais nas outras zonas do globo. Nos próximos três anos, o grupo vai apresentar 11 novos modelos destinados ao mercado chinês e seis na América Latina. O anúncio surge a dois dias da abertura do Salão Auromóvel de Paris, uma das mais importantes mostras do sector, a nível mundial.