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Moscovo chama embaixador na Geórgia para consultas após detenção de militares russos

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Moscovo chama embaixador na Geórgia para consultas após detenção de militares russos

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As autoridades georgianas continuavam ontem à noite a cercar o comando militar russo do Cáucaso do Sul em Tbilissi, onde dizem estar escondido um militar russo acusado de espionagem. Numa operação levada a cabo na quarta-feira, a polícia deteve 4 oficiais russos e 10 cidadãos georgianos, acusados por Tbilissi de pertencerem a uma rede que se dedicava a espiar as actividades da NATO na Geórgia. Moscovo considera ridículas as acusações e chamou de volta o embaixador em Tbilissi para proceder a consultas.

O presidente da Geórgia Mikhail Saakachvili garante: “Serão observados todos os procedimentos legais e respeitados os direitos de todos os detidos. Não compreendo esta histeria, que leva a evacuar os russos e os membros das suas famílias. Não existe nenhuma ameaça para as famílias de militares russos na Geórgia.”

Os detidos vão ser hoje formalmente acusados, numa altura em que Moscovo pediu uma reunião informal do Conselho de Segurança das Nações Unidas para avaliar a crise na Geórgia. O ministro da Defesa russo Serguei Ivanov diz que “tudo isto é feito para pressionar as forças russas de manutenção da paz na Ossétia do Sul e na Abcásia, para as levar à ilegalidade e tudo em violação dos anteriores acordos que só prevêem a retirada em 2008.”

O apoio tácito de Moscovo às repúblicas separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abcásia, bem como a política pró-ocidental do presidente Saakachvili têm vindo a deteriorar os laços diplomáticos entre a Rússia e a Geórgia.