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Chefe de governo pede voto de confiança

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Chefe de governo pede voto de confiança

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O primeiro-ministro socialista húngaro vai pedir sexta-feira um voto de confiança do parlamento. Após a derrota da sua coligação nas eleições locais, este domingo, a oposição pediu a demissão do chefe do governo mas Ferenc Gyurcsany recusa sair.

“Quero um voto de confiança sobre o programa do governo que visa restaurar as finanças e fazer reformas de acordo com o programa de convergência aprovado pela Comissão Europeia”, declarou Gyurcsany. O líder da oposição de direita Viktor Orban alega que o verdadeiro voto de confiança já foi dado pelos eleitores e ameaça com mais manifestações.

Na realidade, a moção de confiança pedida pelo executivo deverá ser aprovada já que a coligação liberal-socialista tem maioria parlamentar. Apesar disso, a aliança encontra-se sob pressão já que nas eleições locais ganhou apenas sete das 23 principais cidades do país. Mesmo assim, socialistas e liberais conseguiram garantir por uma pequena margem a câmara de Budapeste.

A Hungria vive um clima de instabilidade política desde que Gyurcsany admitiu há duas semanas ter mentido aos eleitores acerca do seu plano de austeridade para ser reeleito nas legislativas de Abril último. A oposição apelou então à realização de grandes manifestações para forçar a sua demissão. O movimento deu origem ao piores disturbios desde o fim do comunismo em 1989, com mais de 250 feridos.

Um analista político desvaloriza as declações do chefe do governo que estão na origem da polémica.

“Claro que o primeiro-ministro mentiu na campanha mas toda a gente sabia que as promessas da oposição não eram credíveis. Para simplificar podemos dizer que um mentiroso acusa um mentiroso de mentir”, afirma Kristzian Szabados.

Esta terça-feira, a comissão europeia aprovou o programa de austeridade do executivo húngaro que visa diminuir o défice público para 3,2% do PIB em 2009 através do aumento de impostos e da diminuição dos apoios públicos.