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Gyurcsany rejeita demitir-se após derrota eleitoral

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Gyurcsany rejeita demitir-se após derrota eleitoral

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Após duas semanas de contestação nas ruas, nem a pesada derrota eleitoral nas municipais de ontem demove Ferenc Gyurcsany de se manter no cargo de primeiro-ministro da Hungria. A coligação socialista-liberal apenas conseguiu segurar a câmara municipal de Budapeste, com todos os outros municípios a caírem para a alçada conservadora. Gyurcsany defende que o facto de manter o apoio do partido e dos parceiros de coligação justifica a continuidade no poder, uma vez que nunca aceitou que esta eleição fosse um referendo ao trabalho do governo.

Gyurcsany concedeu que devia estar atento à opinião dos eleitores, mas recusa ceder às exigências da oposição. Ontem, logo após as eleições, o presidente Laszlo Solyom pediu ao parlamento que votasse uma moção de censura para restabelecer a confiança do eleitorado. O mesmo argumento é apresentado pelo líder do partido Fidesz, o ex-primeiro-ministro conservador Viktor Orban.

Orban considera que, nestas eleições municipais, o governo perdeu a legitimidade que ainda tinha e clamam pela demissão.
De resto, desde há duas semanas, após Gyurcsany confessar ter mentido ao eleitorado para ser reconduzido no poder, a direita e a extrema-direita húngaras têm-se mobilizado nas imediações do Parlamento de Budapeste e prometem que não vão desistir enquanto o chefe do executivo continuar no cargo.