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Moderados maioritários na presidência tripartida da Bósnia-Herzegovina

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Moderados maioritários na presidência tripartida da Bósnia-Herzegovina

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O triunfo dos moderados na Bósnia-Herzegovina não põe fim ao debate sobre as aspirações independentistas da república Serpska. A meses do país pôr termo a uma década de tutela internacional, as eleições gerais de ontem foram marcadas pela derrota dos nacionalistas muçulmanos e sérvios na corrida à presidência tripartida do país. Doze anos após o final da guerra o discurso unificador pró-europeu convenceu a maioria do eleitorado.

O muçulmano Haris Silajdzic, um dos vencedores do sufrágio de ontem, quer uma presença forte da União Europeia após a partida dos altos representantes da comunidade internacional: “O trabalho não está ainda terminado, queremos a Bósnia na União para que Bruxelas nos ajude a conseguir uma constituição moderna e democrática”.

Um desejo partilhado pelo outro vencedor da noite e também social-democrata o sérvio Nebojsa Radmanovic. Ao contrário dos seus dois futuros colegas na presidência, Radmanovic apostou a sua campanha num referendo à independência da república Serpska.

A terceira figura da noite eleitoral foi Ivo Miro Jovic, o nacionalista croata venceu o opositor moderado por uma frágil vantagem de votos. Tanto muçulmanos como croatas defendem o reforço do poder central do país, cuja população de 4 milhões de habitantes se encontra dividida entre duas regiões desde o acordo de paz de Dayton em 95: A Federação croato-muçulmana e a república Serpska.

O país prepara-se em Junho de 2007 para enfrentar uma prova de fogo, quando a comunidade internacional se retirar do governo. Um teste à normalidade democrática na antiga república jugoslava que actualmente uma das regiões mais pobres da Europa.