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Reconciliação longe da agenda

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Reconciliação longe da agenda

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A libertação dos mlitares russos não pôs fim à escalada entre Moscovo e Tbilissi. A União Europeia pede mesmo à Rússia para recuar nas retaliações económicas e os Estados Unidos reclamam o fim da retórica entre os dois vizinhos. Na capital russa, o ministro da Defesa recebeu como heróis os quatro oficiais que foram detidos pelas autoridades georgianas. À imprensa, Sergei Ivanov declarou que “esta não foi, nem será a última provocação da Geórgia”.

Ontem igualmente, o presidente Mikhail Saakashvili, endereçou uma mensagem clara ao vizinho russo: “ Basta!” – afirmou no seu permanente tom de desafio. A libertação dos militares russos acusados de espionagem só foi possível depois da intervenção da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. A Geórgia pretende afastar-se o mais possível da Rússia e integrar a União Europeia e a NATO.

Este episódio levou Moscovo a cortar todo o tráfego marítimo, terrestre e aéreo entre os dois países, a proibir a entrada de navios georgianos nos portos russos do Mar Negro e a interromper os serviços postais, por intermédio dos quais muitos georgianos a viver na Rússia enviam dinheiro aos familiares.