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Japão e China reatam relações para resolver crise norte-coreana

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Japão e China reatam relações para resolver crise norte-coreana

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É a primeira prova de fogo para o novo primeiro-ministro japonês. Reagindo às ameaças de Pyongyang, Shinzo Abe, considerou-as “lamentáveis” e uma “ameaça à paz na região”. A crise diplomática favorece a reaproximação do Japão à China e à Coreia do Sul, pela primeira vez nos últimos quatro anos. Shinzo Abe vai reunir-se no domingo e segunda-feira com os presidentes dos dois países para debater a situação.

Nas ruas de Tóquio os japoneses mostram-se inquietos. Um japonês lembra que, “o mundo inteiro condenou os testes nucleares e mesmo assim eles não querem voltar atrás. É absolutamente inadmissível”. Outro japonês, mais vago, reconhece que a Coreia do Norte, “é um país fechado e por isso é difícil manter relações amigáveis de vizinhança. Vivemos em dimensões diferentes e pensamos de forma diferente o que torna esta crise mais complicada”.

A China, talvez o único aliado internacional da Coreia do Norte, foi igualmente o único país a não condenar as declarações de ontem. Para Pequim é necessário que Pyongyang regresse à mesa das negociações internacionais a seis para que abandone o seu programa nuclear e consiga assim recuperar a confiança da comunidade internacional.

Uma residente de Pequim interroga-se sobre que posição deverá ter a China face à crise, sublinhando que, “se de facto a Coreia do Norte tem a arma nuclear esta até poderia ser útil para a China num momento de tensão”.

Na imprensa chinesa de hoje sublinha-se antes de mais as ressalvas de Pyongyang de que, apesar dos testes, o país não estava pronto a fazer uso de armas nucleares estando comprometido com o abandono do nuclear.