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Rússia aumenta a pressão sobre a Geórgia

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Rússia aumenta a pressão sobre a Geórgia

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Putin advertiu Saakachvili e lançou a polícia em busca de actividades ilegais no seio da comunidade georgiana de Moscovo. O acto mais mediático foi o fecho, ontem à noite, do casino Crystal, um dos dois mais famosos da capital russa. Também o hotel Tbilissi, utilizado por diplomatas georgianos em deslocação a Moscovo recebeu a visita das autoridades. Nos mercados habitualmente frequentados por comerciantes georgianos, os controlos de identidade tornaram-se frequentes.

Estas operaçãos seguem-se ao embargo russo das ligações aéreas, terrestres e marítimas com a Geórgia, além da interrupção das remessas dos imigrantes georgianos, estimadas anualmente em cerca de 300 milhões de dólares. O presidente Vladimir Putin, referindo-se explicitamente à Geórgia, disse hoje “não admitir a ninguém que se dirija à Rússia numa linguagem de provocação e de chantagem”.

Enquanto prossegue a escalada entre as duas capitais, a marinha russa leva a cabo manobras navais no Mar Negro, ignorando as queixas de Tbilissi. Por seu lado, depois do episódio dos alegados espiões, a Geórgia ameaça agora boicotar os esforços da Rússia para aderir à Organização Mundial do Comércio. É que enquanto membro da OMC, Tbillissi pode, teoricamente, vetar a entrada de um novo membro.

Enquanto os políticos manobram uns contra os outros, o povo sofre as consequências. É o caso de uma mulher bloqueada no aeroporto: “Eu sou cidadã da Federação Russa. Vim à Geórgia para o aniversário do meu pai. Agora não posso regressar porque as fronteiras estão fechadas. O pior é que o meu bilhete de volta não vai ser reembolsado e eu não tenho dinheiro para comprar outro.” Entretanto, o presidente georgiano Saakachvili mostra-se disponível para dialogar com Vladimir Putin mas impõe condições.