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Funeral de jornalista russa em plena vaga de críticas à reacção tardia do Kremlin

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Funeral de jornalista russa em plena vaga de críticas à reacção tardia do Kremlin

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É em plena onda de críticas ao Kemlin que vai a enterrar, hoje em Moscovo, Anna Politkovskaya. A jornalista foi assassinada no sábado à porta da sua casa no centro da capital russa. Era seguida por um homem e uma mulher, segundo relevações do jornal Kommersant com base nas câmaras de vigilância de um supermercado. O presidente Vladimir Putin quebrou ontem o silêncio, de forma lacónica, prometendo uma investigação objectiva. Para os jornalistas e activistas, é uma reacção tardia, comparável a cumplicidade ou indiferença.

A jornalista era uma das vozes mais críticas do Kremlin. O Novaya Gazeta, o jornal para o qual trabalhava, prestou-lhe ontem homenagem e anuncia uma recompensa de um milhão de dólares a quem der informações para o inquérito que o diário realiza. Os colegas prometem continuar a investigação que a jornalista efectuava sobre corrupção e tortura na Chechénia.

São inúmeros os pedidos internacionais para um inquérito independente. Isso mesmo pediram a associação de escritores finlandeses e a organização Repórteres sem Fronteiras junto das embaixadas da Rússia em Helsínquia e Paris.