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Primeiro-ministro turco critica proposta de lei francesa

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Primeiro-ministro turco critica proposta de lei francesa

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O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan lançou esta terça-feira fortes críticas à França a dois dias da Assembleia Nacional francesa votar uma proposta de lei que penaliza a negação do genocídio arménio. Erdogan lembrou o passado colonial francês e aconselhou Paris a recordar-se das atrocidades cometidas na Argélia, na Tunísia ou no Senegal.

O governo turco alertou também para as consequências nefastas da lei para as relações políticas e económicas entre os dois países. Ancara pediu ainda à União Europeia que se pronunciasse sobre uma proposta de lei que considera violar a liberdade de expressão.

Em Bruxelas, a proposta francesa também foi vista com suspeição. O comissário para o Alargamento Ollie Rehn considera que o diploma é contraproducente e poderá lesar as relações UE-Turquia. No domingo passado, em Istambul, cerca de 500 militantes de esquerda, contrários à lei, tentaram marchar sobre o consulado francês, mas foram impedidos pela polícia anti-motim.

Depois de ter reconhecido o genocídio arménio em 2001, Paris quer punir com até um ano de prisão e 45 mil euros de multa a negação dos massacres, que, em 1915, terão vitimado, na Anatólia, um milhão e meio de arménios às mãos das tropas otomanas. Ancara rejeita a tese de genocídio e defende que os combates entre muçulmanos turcos e cristãos arménios fizeram 300 mil mortos de cada um dos lados.