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Espanhóis querem aumentar participação na EADS

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Espanhóis querem aumentar participação na EADS

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O governmo espanhol quer aumentar o peso da SEPI, sociedade que gere as participações económicas do Estado, no capital da EADS, a casa-mãe da Airbus. O ministro da Economia e Finanças, Pedro Solbes, defende esta medida para proteger o emprego, numa altura em que a nova direcção da construtora aeronáutica europeia prevê um pacote de despedimentos, que pode atingir os 10.000.

Os sindicatos espanhóis, que estiveram reunidos esta quarta-feira, estão preocupados: “O problema não é só industrial, é também político. Os governos envolvidos, ou seja, França, Alemanha e Espanha, deveriam ter uma participação mais importante”, diz um sindicalista. Os atrasos no programa de entregas do Airbus A380 levou já a ITP, um fornecedor espanhol de peças para o avião, a despedir 180 trabalhadores.

Cerca de metade do capital da EADS está dispersa em bolsa. O grupo alemão DaimlerChrysler detém 22,5%, uma parte igual à dos franceses, sendo que esta última está dividida entre o Estado e o grupo Lagardère. A fatia do Estado espanhol é de 5,5%. Em breve, esta repartição do capital vai alterar-se, com a entrada dos russos.

Louis Gallois, co-presidente executivo da EADS, que acumula agora o cargo com o de presidente da Airbus, anunciou que a crise na empresa só seria ultrapassada com uma forte redução no quadro de pessoal. As instalações da Airbus em Hamburgo, onde trabalham dez mil pessoas, correm o risco de fechar. A Airbus pensa vender outras cinco fábricas na Alemanha a empresas que passam a trabalhar como fornecedoras.