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Funeral de Politkovskaya ensombra visita de Putin à Alemanha

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Funeral de Politkovskaya ensombra visita de Putin à Alemanha

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“Um crime cruel que não deve ficar impune”: As palavras do presidente russo não acalmam os receios das muitas pessoas que ontem participaram no funeral de Anna Politkovskaya. A cerimónia fúnebre da jornalista russa, de 48 anos, assassinada no sábado, decorreu nos arredores de Moscovo na presença de centenas de pessoas, entre elas activistas dos direitos humanos, colegas e diplomatas estrangeiros. O Kremlin enviou o representante do presidente para os direitos humanos e o vice-ministro da Cultura.

Todos receiam que se tenha enterrado também a imprensa russa livre e independente e duvidam que o crime venha a ser elucidado. O presidente Vladimir Putin prometeu já um inquérito objectivo e, ontem na cidade alemã de Dresden, condenou o crime cruel de uma mulher e mãe. Mas garante que se trata de um “assassinato contra a Rússia e o actual poder. Um homicídio que teve um impacto negativo na Rússia e na Chechénia onde a jornalista trabalhou e que acaba por ter mais visibilidade do que os trabalhos” de Anna Politkovskaya, defendeu Putin, minimizando assim as reportagens críticas da jornalista face às forças armadas e autoridades pró-russas na Chechénia.

Putin foi a Dresden para o fórum com a chanceler alemã, Angela Merkel, mas nem aí ficou longe dos protestos. Alguns manifestantes chamaram-lhe “assassino”, mas o presidente russo ignorou as vozes contestatárias.