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Partidos da Irlanda do Norte em busca de um acordo

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Partidos da Irlanda do Norte em busca de um acordo

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Vinte e quatro de Novembro é a data limite para um acordo que permita à Irlanda do Norte retomar a via democrática e constitucional que garanta o pleno funcionamento das instituições. O ultimato foi imposto por Londres e Dublin. As duas capitais concertaram-se, para pressionarem os cinco partidos da Irlanda do Norte a um entendimento. Esta quarta-feira, o Prirmeiro-Ministro britânico, Tony Blair, recebe o seu homólogo irlandês, em Saint Andrews, para acertarem uma estratégia para as negociações que se prolongam por três dias.

Se o processo falhar, a Assembleia de Belfast, paralisada desde 2002, será suspensa e a Irlanda do Norte passará a ser governada por Londres, com a colaboração de Dublin. Procura-se recuperar o espírito dos acordos de Sexta-Feira Santa de 1998 que colocaram um ponto final num conflito de três décadas e mais de 3.600 mortos.

Os protestantes têm acusado o IRA de manter uma estrutura armada, pronta a actuar. Mas um estudo de especialistas nega essa possibilidade e garante que o IRA renunciou à luta armada, de forma irreversível. Primeira consequência deste estudo – o pastor protestante Ian Paisley, que até agora se tinha mostrado irredutível na recusa de partilhar o poder com os católicos, já corrigiu a sua posição e parece mais flexivel.