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Deputados franceses votam lei polémica sobre genocídio arménio

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Deputados franceses votam lei polémica sobre genocídio arménio

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O texto que os deputados franceses aprovaram, esta quinta-feira, por uma larga maioria, é uma proposta dos socialistas que prevê penas de prisão até um ano e 45 mil euros de multa para quem negar o genocídio arménio. O documento tem ainda um longo caminho parlamentar a percorrer, devendo passar pelo senado, antes de eventualmente ser adoptado definitivamente. Mas a aprovação em primeira leitura não implica uma larga maioria de apoiantes. Na verdade, apenas 129 dos 577 deputados franceses participaram na votação. Nos corredores as opiniões dividem-se:

O deputado da UMP, Patrick Devedjian, de origem arménia, afirma que a França é o país dos direitos humanos que acolheu os arménios, que se sentem protegidos na sua memória e identidade com esta lei que se opõe ao negacionismo organizado pelas autoridades turcas.

Mas outros parlamentares da maioria UMP no governo denunciam o texto como uma manobra política para conquistar o eleitorado de origem arménia, em França. O deputado Pierre Mehaignerie é muito directo: “Creio que o parlamento não se honra a votar estes textos e a procurar eleitores por razões essencialmente políticas. Penso que os historiadores explicaram suficientemente o que deve e o que não deve ser o papel do parlamento”

O voto não foi determinado por filiação partidária. À esquerda como à direita houve muitos nomes sonantes da política francesa que não quiseram comprometer-se com uma posição sobre o assunto, a pouco mais de meio ano das eleições. Fora da assembleia, uma multidão constituída maioritariamente pela diáspora arménia em França, saudava os deputados.