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Museu da Higiene de Dresden mostra "Programa Eutanásia" do nazismo

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Museu da Higiene de Dresden mostra "Programa Eutanásia" do nazismo

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Mais de 200 mil pessoas doentes ou com deficiências mentais ou físicas foram mortas a partir de 1939 como parte do esforço nazi para criar a raça perfeita. O museu da Higiene de Dresden, na Alemanha de Leste, acolhe a partir de hoje uma exposição que mostra o esforço do III Reich para impor o eugenismo, uma pseudo-ciência que serviu também para justificar milhares de esterilizações forçadas.

O director do museu, Klaus Vogel, sublinha a importância pedagógica do evento que reúne fotografias e filmes de época.
“Este edifício foi um importante centro de propaganda em prol da pureza racial durante a era nazi.A exposição é uma boa oportunidade para familiarizar os jovens com a xenofobia e o ódio racial”, considera Klaus Vogel. Sara Bloomfeld, responsável do Museu do Holocausto em Washington, acredita que médicos e enfermeiros fecharam os olhos a esta macabra política nazi.

“A profissão foi completamente corrompida em nome de ideias superiores sobre a perfeição humana. A mostra diz bastante sobre a história mas também sobre a natureza humana”, sustenta Sara Bloomfeld. O Museu da Higiene vê a mostra como uma forma de assumir responsabilidades no “Programa Eutanásia” do regime nazi. Mas já se anuncia uma nova polémica. Várias associações afirmam que a exposição não refere que se continuou a matar por injecção ou à fome até 1949, data da criação da RFA e da RDA.