Última hora

Última hora

Ohran Pamuk Nobel da Literatura

Em leitura:

Ohran Pamuk Nobel da Literatura

Tamanho do texto Aa Aa

A escolha da academia sueca para o Nobel da Literatura 2006 não surpreendeu. O escritor turco, Ohran Pamuk, era um dos mais sérios candidatos ao prémio e o prognóstico acabou por se confirmar. A sua obra, traduzida em duas dezenas de línguas, evoca os conflitos da sociedade turca divida entre o Oriente e o Ocidente.

Nos últimos anos, foi qualificado de traidor e renegado pelos seus detractores, por declarações sobre assuntos tabu na sociedade turca, nomeadamente o genocídio arménio. A justiça perseguiu-o por “insultos contra a nação turca”, um crime para o qul está prevista uma pena de seis meses a três anos de prisão; foi alvo de ameaças de morte e alguns dos seus livros foram queimados.

Mas a pressão internacional face à ambição da Turquia de aderir à União Europeia, fez anular as acusações que pesavam sobre si. Mas se a Turquia tem tido dificuldade em aceitar a sua visão literária, o mundo ocidental não lhe regateia elogios, nem prémios literários. Em 2005 foi contemplado com o prestigiado prémio da paz dos editores alemães e também com o prémio francês Medicis, para o melhor romance estrangeiro.

Nascido a 7 de Junho de 1952, numa família francófona de Istambul, Pamuk abandonou os estudos de arquitectura aos 23 anos para se consagrar à literatura. Em 1998, quando os seus livros batiam todos os recordes de vendas, rejeitou o título de “artista do estado” turco, desencadeando a ira dos detractores.