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Projecto de lei sobre reconhecimento do genocídio arménio divide França e revolta UE

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Projecto de lei sobre reconhecimento do genocídio arménio divide França e revolta UE

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O reconhecimento do genocídio arménio pela França, divide mais do que nunca a classe política francesa. O presidente, Jacques Chirac continua a defender que a Turquia deve assumir o genocídio como condição de adesão à União Europeia, mesmo depois de todas as reacções oficiais à aprovação do projecto de lei por Paris. Quando questionado sobre a questão, Chirac disse acreditar que todos os países se tornam mais fortes após reconhecerem os seus erros.

O texto francês penaliza a negação do genocídio Arménio em 1915, que nunca foi reconhecido pela Turquia. A sua adopção, segundo o comissário europeu para o alargamento, Olli Rhen, poderá bloquear o debate sobre a questão arménia na Turquia e constituir um entrave ao debate sobre liberdade de expressão no país.

Rhen, transmitiu hoje a posição pela sua porta-voz, Kristzina Nagy: “Concretamente no que respeita às negociações com a Turquia, o conselho europeu já decidiu e esta decisão não inclui o reconhecimento do genocídio arménio como critério para a adesão do país.” Os arménios estimam que quase um milhão e meio de compatriotas foram vitimados num genocídio orquestrado pelo império otomano. Ancara, afirma que os massacres foram cometidos por ambas as partes e recusa acusações de genocídio.