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Punir a negação do "genocídio arménio" revolta turcos

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Punir a negação do "genocídio arménio" revolta turcos

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O “genocídio arménio” lança a cólera nas ruas de Ancara e une os turcos na rejeição de um projecto de lei francês que visa punir o negacionismo do “genocídio arménio”. Foram milhares os manifestantes na capital turca que queimaram bandeiras francesas durante dois protestos contra a votação de hoje na Assembleia Nacional, em Paris. A imprensa turca critica duramente a decisã da França com títulos como “Igualdade, Fraternidade e Estupidez”.

As autoridades turcas – que negam o genocídio cometido durante o califado no Império Otomano, derrubado pelos republicanos em 1923 – ameaçam com um boicote aos interesses económicos franceses e a comunidade arménia na Turquia receia actos de violência. A primeira manifestação, de nacionalistas, decorreu frente à embaixada francesa, enquanto a segunda, de conservadores, terminou com a colocação de uma coroa negra à entrada do edifício. O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, deplorou o “eclipse da razão” em França e ameaçou levar ao Parlamento de Ancara uma proposta de lei que condene o “genocídio argelino” pelos franceses.