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Unionistas e separatistas pressionados a chegar a acordo

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Unionistas e separatistas pressionados a chegar a acordo

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Segundo dia de negociações em Saint Andrews, na Escócia, para levar a bom porto a derradeira oportunidade para a paz na Irlanda do Norte. Tony Blair e o seu homólogo irlandês, Bertie Ahern, aumentam o nível de pressão sobre unionistas e separatistas para que encontrem um acordo de forma a alcançarem a devolução de poderes. As negociações, que começaram em 1993, parecem bloquear nos mesmos pontos há 13 anos: amnistia para os fugitivos do IRA, o reconhecimento da autoridade da polícia local e o poder de veto do partido maioritário.

O Sinn Fein entende que os cerca de 150 membros do IRA que foram condenados ou considerados suspeitos de envolvimento em actos terroristas e que estão a monte devem beneficiar de uma amnistia hipótese rejeitada pelos os unionistas.

A autoridade da polícia local é outro motivo de clivagem. O Sinn Fein recusa participar num governo que tenha ao seu serviço uma força de segurança controlada pelo Reino Unido. Os principais partidos unionistas, por seu lado, alegam que é impossível pensar na hipótese de coabitação política se os republicanos não reconhecerem a autoridade da actual polícia.
A 24 de Novembro todas partes devem estar de acordo para que o executivo partilhado da Irlanda do Norte assuma funções no início do próximo ano, ou seja, pouco antes de Blair abandonar a política.
Sem este acordo Londres ameaça não devolver o poder a Belfast.