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Presidente israelita assombrado por indícios de práticas sexuais é incitado a demitir-se

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Presidente israelita assombrado por indícios de práticas sexuais é incitado a demitir-se

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É cada vez mais forte a pressão para que o presidente israelita Moshe Katsav apresente a demissão. O chefe de Estado, sobre o qual existem indícios de prática de crimes sexuais, optou por não se apresentar na sessão parlamentar de segunda-feira. Alguns deputados tinham ameaçado um protesto, caso Katsav participasse da sessão.

O presidente tem uma posição essencialmente simbólica e é visto como uma força unificadora num país marcado por grandes divisões políticas. No entanto, os analistas acreditam que o escândalo não prejudicará o executivo de Ehud Olmert e poderá mesmo desviar alguma atenção do primeiro-ministro que tem sido a personagem princiapal do país nos últimos tempos pelas suas decisões militares.

A opção de não comparecer no parlamento foi saudada pela maior parte dos deputados. Um membro feminino da assembleia disse que foi uma decisão inteligente da parte do presidente e que, face à situação em que se encontra, deveria mesmo tirar uma licença para se ausentar.

Após várias semanas de investigação, a polícia e o ministério da justiça anunciaram que tinham provas que Katsav foi responsável por crimes de violação, e assédio sexual contra mulheres que trabalharam para ele. O chefe de Estado ainda não foi formalmente acusado e, de acordo com fontes policiais, a decisão será tomada dentro de duas semanas.