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Bush assina lei que permite interrogatórios agressivos a suspeitos de terrorismo

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Bush assina lei que permite interrogatórios agressivos a suspeitos de terrorismo

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George W. Bush assinou esta terça-feira uma lei muito controversa que permite o recurso a métodos coercivos de interrogatório e o julgamento de suspeitos de actos terroristas por tribunais militares. Bush validou a lei a três semanas das eleições parlamentares onde a maioria republicana deverá perder a maioria que detêm actualmente.

Depois da assinatura, Bush referiu que “esta é uma das mais importantes legislações sobre guerra contra o terrorismo. De acordo com o presidente norte-americano o texto permite à sua administração continuar a usar este instrumento que considera vital para proteger o povo americano durante os próximos anos”.

Várias semanas após ter enviado para Guantánamo 14 suspeitos de terrorismo mantidos em segredo durante anos, George W. Bush fez questão de sublinhar que estes indivíduos poderão ser julgados, graças à nova lei, por tribunais militares, onde os direitos reconhecidos pela justiça civil, como o direito a um advogado, lhes são recusados.

Perto de duas centenas de pessoas protestaram em frente à Casa Branca contra a nova lei. Perto de 15 manifestantes foram detidos pela polícia.

Para um dos manifestantes “foi assinada a suspensão do Habeas Corpus e da esperança, sobretudo para prisioneiros que são vítimas de rapto.”

As organizações de defesa dos direitos humanos reagiram com indignação à assinatura da nova lei, que consideram ser contrária à grande tradição americana de protecção da dignidade humana.