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UE pede a Moscovo deixe de perseguir os georgianos

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UE pede a Moscovo deixe de perseguir os georgianos

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A Diplomacia europeia pede a Moscovo que não persiga os georgianos instalados em território russo. Não se trata de condenar nem Rússia nem Geórgia, garantem os ministros dos Negócios Estrangeiros da União, que tentam acalmar a tensão entre os dois países, a três dias da Cimeira Europeia, que terá Vladimir Putin como convidado de honra.

Erkki Tuomioja, o ministro finlandês, desmentiu quaisquer divisões no seio dos Vinte e Cinco: “Durante a nossa reunião, li vários artigos, na imprensa, que diziam que estamos divididos no que toca à Geórgia. Assim, tenho o prazer de dizer-vos que os ministros não tiveram qualquer problema, que pudemos chegar a uma conclusão, que não precisámos de discutir as conclusões. Houve unanimidade sobre o que está por detrás delas. E é tudo quanto à Europa dividida, muito obrigada.”

Nas últimas semanas têm-se de sucedido as manifestações de nacionalistas russos frente à embaixada da Geórgia em Moscovo. Na origem recente do conflito, a detenção e expulsão de quatro diplomatas russos, acusados de espionagem pela Geórgia. Mas a crise vem de trás: do apoio de Moscovo às aspirações separatistas das regiões georgianas da Abcássia e da Ossétia do Sul.

A Europa, que depende energeticamente da Rússia, quer renegociar o fornecimento de gás sem predispor Moscovo contra os Vinte e Cinco. Mesmo assim, os ministros prometem discutir, na próxima sexta-feira, com Putin, o assassinato da jornalista russa Anna Politovskaya.