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Violência contra a polícia continua a aumentar

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Violência contra a polícia continua a aumentar

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Um ano depois da violência nos subúrbios, os sindicatos de polícia franceses denunciam a multiplicação das agressões contra as forças da ordem. Os agentes da autoridade exigem sanções exemplares e apresentaram abertamente o seu protesto esta manhã ao director da polícia nacional.

Michel Djabian membro do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia: “A efervescência é permanente. Os colegas que sofrem agressões diárias estão fartos. Tantos os guardas, como os oficiais ou os comissários têm a impressão que tudo recaí sobre os seus ombros”.

Segundo os dados oficiais da polícia, a situação não melhorou desde a vaga de violência do Outono passado. As agressões contra polícias aumentaram consideravelmente de 2004 para 2005. Só nos primeiros seis meses deste ano registaram-se quase 2500 agressões.

Um dos ataques mais violentos ocorreu sexta-feira em Epinay-sur-Seine, na região de Paris. Uma equipa da brigada anti-crime teve de enfrentar uma trintena de jovens. Resultado: um polícia ferido e a repetição do cenário de agressões a que estão submetidas as forças da ordem.

Os polícias temem um aumento da violência até às presidenciais de 2007. Afirmam que estão face a jovens determinados que querem atrair as câmaras de televisão como aconteceu no Outono do ano passado.

Os sindicatos preconizam por isso o reforço dos efectivos das esquadras nas zonas sensíveis e pedem penas mais duras para os agressores de agentes da autoridade.

Uma mão mais pesada da justiça, é esse também o cavalo de batalha do ministro do Interior francês. Nicolas Sarkozy, candidato às eleições presidenciais, quer uma justiça mais dura nos subúrbios. No mês passado criticou mesmo os magistrados dum tribunal dos arredores de Paris por falta de firmeza.

Por seu turno, o primeiro-ministro Dominique de Villepin prossegue o seu duelo interno com Sarkozy e pediu ao detentor da pasta da justiça para “estudar as formas de reforçar as acusações e as penas em caso de agressão a forças da ordem”.

Ontem, Villepin recebeu cerca de vinte associações das zonas sensíveis para fazer um ponto da situação nos bairros problemáticos.

A segurança será, sem qualquer dúvida, um dos temas principais da campanha para as presidenciais do próximo ano em França.