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Caso Clearstream leva ministra perante a justiça

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Caso Clearstream leva ministra perante a justiça

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A ministra francesa da Defesa, Michéle Alliot-Marie, foi autorizada pelo Conselho de Ministros a ser ouvida como testemunha no âmbito do caso Clearstream, em data a anunciar. A justiça francesa também convocou o antigo primeiro-ministro Jean Pierre Raffarin, que deverá srer ouvido igualmente na qualidade de testemunha.

Os juízes pretendem interrogar os dois políticos sobre o grau exacto de conhecimento, em 2003 e 2004, da manipulação lançada através da divulgação de listas falsas do banco Clearstream. Uma lista que revelava contas bancárias atribuídas a enúmeras personalidades.

Jean Louis Gergorin, antigo vice- presidente da EADS, enviou em 2004 mensagens anónimas ao juiz Renaud Van Ruymbeke, onde acusava várias personalidades de terem recebido dinheiro ilícito proveniente da venda de fragatas a Taiwan em 1991.

Entre os acusados estava o nome de Nicolas Sarkozy, actual ministro do interior. Em Novembro de 2004 Sarkozy pôs em causa Dominique de Villepin, por este não o ter alertado das acusações que pendiam sobre si, na altura em que de Villepin foi ministro dos Negócios Estrangeiros.

Depois das revelações feitas na última Primavera, Dominique de Villepin terá pedido ao general Rondot que verificasse se os nomes presentes nas listas teriam qualquer coisa a apontar. Mas não terá avisado Nicolas Sarkozy. Posteriormente, o primeiro-ministro já manifestou a vontade de ser ouvido pela justiça para explicar o seu papel neste caso. As listas falsas do Clearstream comprometiam altos funcionários, magistrados, polícias, industriais, advogados, e políticos.