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Confrontos violentos marca transladação do corpo de Juan Peron

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Confrontos violentos marca transladação do corpo de Juan Peron

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Trinte e dois anos após a sua morte, Juan Peron continua a despertar amores e ódios. Sindicalistas de organizações rivais foram os protagonistas de violentos confrontos durante a cerimónia de transladação dos restos mortais do antigo presidente argentino.

Os confrontos, que fizeram perto de 60 feridos, tiveram início logo à entrada do cemitério com membros de uma das facções a atirarem pedras contra membros de facções rivais em sinal de descontentamento por não terem podido aproximar-se da campa do ex-presidente argentino. O fenómeno explica-se pelo facto de na Argentina existirem actualmente 62 movimentos políticos ou sindicatos, da extrema-esquerda à extrema-direita, que dizem seguir a ideologia de Juan Peron.

Os ânimos acalmaram-se para que o corpo do antigo chefe de Estado fosse transladado. Juan Peron morreu em 1974 e foi enterrado no palácio presidencial. A junta militar que depôs a sua terceira mulher e então vice-presidente Isabel decidiu transladar os restos mortais para um cemitério de Buenos Aires.

Hoje, o corpo de Juan Peron foi transladado para a sua casa de campo na periferia de San Vicente, transformada há alguns anos em museu. Depois da transladação dos restos mortais os ânimos voltaram a exaltar-se, tendo os membros dos diferentes movimentos rivais que pretendiam assistir à cerimónia voltado a envolver-se em confrontos.