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Inseminação artificial pela Internet esconde riscos eventuais para a saúde

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Inseminação artificial pela Internet esconde riscos eventuais para a saúde

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Com o levantamento do anonimato para os dadores de esperma congelado, um grupo de empresas de inseminação artificial floresce na Internet. Propõem esperma fresco, que entregam aos clientes a inseminar no prazo de duas horas após a colheita das amostras. Porém, a ausência de análises exaustivas feitas nas clínicas tradicionais faz com que o processo não seja isento de riscos.

Nigel Woodforth, um dos fundadores da empresa, diz que “o esperma tem de ser disponibilizado ao cliente no prazo ideal de uma hora. Por isso, não pode ser colhido, levado a uma clínica para testes e entregue ao cliente. O dador é analisado na data mais próxima possível.”

Os clientes da SpermDirect pagam cerca de 700 euros por uma amostra. mas, para John Paul Maytum da autoridade britânica para a Fertilização Humana e a Embriologia, “as empresas que trabalham actualmente na Internet não são reguladas. Isso significa que as pessoas que recorrem a esses serviços não sabe o que recebem. Não sabem se o esperma é seguro. Nem sequer sabem se é esperma humano.”

Desde Abril de 2005 que a lei britânica levantou o anonimato dos dadores de bancos de esperma, onde qualquer amostra fica retida para testes durante um período de seis meses. A partir daí, o número de dadores caíu a pique e permitiu a criação deste tipo de mercado paralelo.