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Energia domina conversa entre Putin e UE

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Energia domina conversa entre Putin e UE

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A cimeira informal que reuniu os líderes europeus e o presidente russo em Lahti, na Finlândia, teve como pontos da agenda o homícidio da jornalista Anna Politkovskaya e a questão da Geórgia. Problemas recordados por um punhado de manifestantes na localidade nórdica.

Contudo, o tom utilizado por Vladimir Putin para se referir ao conflito entre Moscovo e a antiga república soviética, foi de alguma forma supreendente. O chefe de Estado russo afirmou que se poderia “estar a caminhar para um banho de sangue porque o governo da Geórgia pretende recuperar a soberania da Abecázia e da Ossétia do Sul pela força das armas”. E que afinal “o problema não são as relações entre a Rússia e a Geórgia mas as relações entre a Geórgia e as repúblicas separatistas”.

A questão energética foi no entanto o prato forte deste jantar de trabalho. Por isso o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, sublinhou que “a energia não pode dividir a Europa e a Rússia como no passado aconteceu com o comunismo”. Os países da União pretendem assegurar os fornecimentos de gás e de petróleo russos além de quererem ver respeitadas as regras de transparência, reciprocidade e de acesso ao mercado inscritas na Carta da Energia que ainda não foi ratificada pela Rússia.

O embaixador de Moscovo junto da UE, Vladimir Chizhov, sossegou os espíritos mais preocupados ao explicar que “as reservas existentes na Rússia são seguramente suficientes para responder à procura energética dos 25”. Quanto à reciprocidade de acesso aos mercados, apesar das diferenças o tom foi bastante conciliatório. Afinal, a Rússia também precisa de capitais estrangeiros para investir na exploração e distribuição das reservas energéticas.