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Húngaros divididos celebram insurreição de 1956

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Húngaros divididos celebram insurreição de 1956

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Meio século depois os húngaros comemoram a revolta contra o regime soviético. Mas o país permanece dividido durante a celebração de um dos poucos momentos da história em que os húngaros se sentiram unidos. Em 1956 uma revolta espontânea trouxe às ruas mais de 200.000 pessoas que queriam falar livremente e, sobretudo, comer. Dias depois as tropas do Pacto de Varsóvia esmagavam os revoltosos e reprimiam duramente os instigadores. A praça que alberga o Museu do Terror serviu de palco ao início das comemorações, que atingem o ponto alto na segunda-feira, data do aniversário do começo da insurreição.

O presidente português, Cavaco Silva, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, encontram-se entre os dignitários internacionais que vão marcar presença em Budapeste no dia 23. Mas a oposição conservadora vai estar ausente deste acto oficial. Se por um lado muitos consideram os socialista no poder os herdeiros dos comunistas que reprimiram o povo húngaro até 1988, a Hungria vive ainda a contestação ao primeiro-ministro Ferenc Gyurcsány pela confissão da mentira com intenções eleitorais.